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Bush defende retirada limitada do Iraque e ataca democratas

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REUTERS

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu na quinta-feira seu plano para uma retirada parcial das tropas no Iraque e criticou os democratas por não manifestarem forte oposição aos ataques de uma entidade pacifista ao principal general dos EUA no Iraque.

Em sua primeira entrevista coletiva desde o discurso em que deu aval à retirada parcial proposta pelo general David Petraeus, Bush voltou a afastar a hipótese de uma mudança radical na estratégia.

- O progresso vai resultar em menos tropas. Em outras palavras, retornar com sucesso, foi o que eu disse - afirmou Bush, que sinaliza a retirada de cerca de 20 mil soldados.

Bush qualificou de 'nojento' um anúncio de página inteira da entidade pacifista MoveOn.org que chamava o comandante norte-americano no Iraque de 'general Betray Us' ('general Nos Trai', um trocadilho que soa como Petraeus), por ter dito ao Congresso que havia progressos no Iraque.

- Senti que o anúncio foi um ataque não só ao general Petraeus como aos militares dos EUA, e fiquei desapontado por não ter havido mais líderes no Partido Democrata falando fortemente contra o anúncio - acrescentou Bush, que se aproveita da aura de credibilidade do general no Congresso para vender sua estratégia.

- E isso me leva a esta conclusão: que a maioria dos democratas tem medo de irritar um grupo esquerdista como o MoveOn.org, ou ainda mais medo de irritá-los do que de irritar os militares dos Estados Unidos. Isso é lamentável.

A direção do MoveOn.org reagiu dizendo que 'nojento é que o presidente tenha mais interesse em ataques políticos do que em desenvolver uma estratégia de saída para retirar nossas tropas do Iraque.'

Mais tarde, o Senado aprovou por 72 a 25 uma moção de repúdio ao anúncio, inclusive com o voto de 22 democratas.