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Síria protesta à ONU por suposto bombardeio israelense

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REUTERS

NAÇÕES UNIDAS - A Síria protestou às Nações Unidas pelo suposto bombardeio israelense contra o seu território, acusando o Estado judeu de cometer uma agressão e uma "flagrante violação" do seu espaço aéreo, segundo carta divulgada nesta terça-feira.

A Síria havia acusado Israel na quinta-feira de bombardear o país e ameaçou responder à "agressão e à traição". Israel não comentou as acusações.

Em carta ao secretário-geral Ban Ki-moon e aos membros do Conselho de Segurança, o embaixador da Síria na ONU, Bashar Ja'afari, disse que a aviação israelense, já ao se retirar, "disparou algumas munições, mas sem causar qualquer vítima humana ou dano material".

O embaixador não solicitou medidas específicas, pois queria apenas chamar a atenção para "esta flagrante violação por Israel do seu espaço aéreo e da sua agressão contra a República Árabe Síria".

O diplomata afirmou que "se a comunidade internacional persistir em desconsiderar essas ações israelenses, é provável que sujeite a região e a paz e segurança internacionais a sérias consequências que podem ser difíceis de controlar".

Ele afirmou que Israel desrespeita repetidamente as obrigações previstas em um acordo de trégua com a Síria e no direito internacional.