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Deputados poloneses dissolvem Parlamento

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Agência AFP

VARSÓVIA - Os deputados poloneses dissolveram o Parlamento na noite desta sexta-feira, antecipando assim as eleições legislativas para outubro, dois anos antes do previsto.

No total, 377 parlamentares votaram pela dissolução, enquanto 54 disseram não e 20 se abstiveram.

De acordo com a Constituição polonesa, a dissolução da Dieta (Câmara baixa) leva automaticamente à dissolução do Senado. O presidente da República, Lech Kaczynski, deve convocar os 30 milhões de eleitores poloneses a votar no prazo de 45 dias. A data mais provável é a de 21 de outubro.

Logo após a decisão parlamentar, Lech Kaczynski dissolveu o gabinete de seu irmão gêmeo, Jaroslaw, para evitar que a própria Câmara dos Deputados o fizesse, informou o presidente da Dieta, Ludwik Dorn.

Após o desmembramento, em meados de agosto, da coalizão integrada pelo movimento populista, a extrema direita católica e os conservadores do Direito e Justiça (PiS), do premier Jaroslaw Kaczynski, o governo polonês perdeu sua maioria parlamentar.

Incapaz de governar sem apoio, Kaczynski decidiu convocar eleições legislativas antecipadas.

O partido liberal Plataforma Cívica (oposição) tinha apresentado moções de censura individuais contra todos os ministros do gabinete de Jaroslaw.

- Recebi uma carta do presidente da República que destitui todos os membros do Conselho de Ministros - declarou Dorn à imprensa.

Segundo Dorn, os irmãos Kaczynski estão "em uma situação de força maior" e a manobra da oposição para destituir os ministros é "uma tentativa de se esquivar da Constituição".

Como vem fazendo há dois anos, o PiS pretende fazer da luta contra a corrupção um dos pilares de sua campanha. Os conservadores acusam o conjunto da oposição de fazer parte de uma ampla conspiração de ex-comunistas, homens de negócios e liberais contra o bem do país.

A oposição ataca por sua vez o governo dos dirigentes gêmeos, criticando-os por dividir os poloneses ao tentar, sem sucesso, vasculhar o passado de cerca de 700.000 cidadãos na época comunista.