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O acidente mortal de Diana: dez anos de investigações

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Agência AFP

LONDRES - A morte da princesa Diana e de seu namorado Dodi há dez anos em Paris, foi seguida por uma longa novela judiciária que ainda espera seu epílogo.

1997 - 31 ago: a princesa Diana, Dodi al-Fayed e seu motorista Henri Paul morrem num acidente de carro no túnel "Pont d''Alma" em Paris. O segurança do casal, Trevor Rees-Jones é o único sobrevivente. Seis fotógrafos que seguiam o veículo foram detidos sob custódia.

- 2 setembro: abertura de uma enquete dirigida pelo juiz de instrução Hervé Stephan. O pai de Dodi, o milionário Mohamed al-Fayed, inicia o procedimento civil. Os pais do motorista também.

- 5 setembro: dez fotógrafos são acionados por "homicídio e ferimentos involuntários".

- 9 setembro: as análises mostram que Paul tinha uma taxa de álcool elevada no sangue e tomava antidepressivos.

1999 - 29 janeiro: Fim da enquete da justiça francesa - 3 setembro: o juiz Stephan chega às conclusões: Paul é o responsável. Os fotógrafos são beneficiados com a decisão de que não há motivo de proceder judicialmente contra eles. Mohamed al-Fayed opina sobre o caso.

2000 - 31 out : Confirmação de que não há motivo para procedimento judicial pelo Tribunal de Apelação.

2002 - 4 abril : A Corte de cassação rejeita os últimos recursos de Al-Fayed e da família do motorista.

- 16 outubro: Mohamed Al-Fayed recorre à Corte européia dos Direitos Humanos, criticando a França por um processo injusto. A CEDH poderá se pronunciar no outono de 2007.

2004 - 6 janeiro: a justiça britânica abre um inquérito sobre a morte de Diana e de Dodi, e encarrega John Stevens de realizar uma investigação sobre as alegações de complô. 2006 - 14 dez: Lord Stevens publica os resultados de sua investigação. Ele afasta a possibilidade de complô e confirma que foi um "acidente trágico" provocado pela alta velocidade do carro perseguido pelos paparazzis.

2007 - 8 jan: retomada da enquete judiciária britânica pela juíza Elizabeth Butler-Sloss.

- 15 jan: a juíza decide não convocar um júri. Mohamed al-Fayed apela.

- 2 mar: a Suprema Corte de Londres ordena a presença de um júri.

- 5 mar: a juíza Elizabeth Butler-Sloss declara não dispor da menor prova que apóie a teoria do complô.

Mohamed Al-Fayed apresenta queixa em Paris contra o ex-chefe de polícia de Londres, Sir Paul Condon, e um assistente. Ele os acusa de ter subtraído algumas provas na enquete francesa do juíz Stephan.

- 24 abril: Elizabeth Butler-Sloss anuncia que deixará o cargo em junho, estimando não ter experinência suficiente nos procedimentos com jurados.

- 15 mai: os advogados de Mohamed Al-Fayed querem que a rainha Elizabeth seja interrogada na enquete judicial.

- 13 junho: o juiz Scott Baker retoma o caso. É o terceiro juiz a se ocupar do inquérito.

- 9 julho: a rainha e seu marido, o príncipe Philip não serão interrogados pela justiça, anuncia Scott Baker.