Agência EFE
TIMOR-LESTE - A Missão Transitória das Nações Unidas no Timor-Leste (Unmit, sigla em inglês) disse nesta quarta-feira que a situação no país contínua volátil, com atos de violência esporádicos, após nove dias seguidos de distúrbios.
O subdiretor da Unmit, o cingapuriano Eric Tan Huck Gim, declarou em entrevista coletiva em Díli que o ambiente é tenso em Baucau e Viqueque, as principais cidades do leste do país. Mas na capital as coisas tendem a se acalmar.
- Em Díli, a situação se acalmou, mas ainda há incidentes esporádicos de gente lançando pedras - disse o cingapuriano, um general-de-brigada.
- Eu gostaria de reiterar que a ONU apóia o direito às manifestações pacíficas e pelos canais legais adequados. Alterar as atividades normais, incendiar escolas e edifícios públicos e privados, deslocar pessoas e comprometer a segurança não é o caminho para levar o país para a frente - acrescentou Tan.
Os distúrbios no Timor-Leste se desencadearam no dia 13, quando o presidente timorense, José Ramos Horta, designou como primeiro-ministro Xanana Gusmão, do Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT), e não o candidato da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin), o partido mais votado nas eleições de 30 de junho.
Gusmão lidera uma coalizão de quatro partidos que controla 37 das 65 cadeiras do Parlamento, contra 21 do Fretilin.