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Promotoria mexicana acha que americano matou imigrante sem razão

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Agência EFE

CHIHUAHUA - A promotoria do estado de Chihuahua, no norte do México, concluiu que "não existiu razão fundamentada" para que um agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos matasse a tiros a um imigrante mexicano, há cinco dias, na fronteira entre os dois países.

O governador de Chihuahua, José Reyes, se mostrou hoje "preocupado" com as evidências periciais da Promotoria. Elas indicam que não existe justificativa para a morte de José Alejandro Ortiz, de 23 anos.

Ortiz morreu dia 8 de agosto, abatido a tiros por um agente da Patrulha de Fronteira americana, perto de El Paso, no Texas, na fronteira com Ciudad Juárez, do estado mexicano de Chihuahua.

Reyes disse que no local não havia "nenhuma arma, nem absolutamente nada que motivasse ou justificasse a agressão e os tiros". Mas as autoridades americanas argumentam que o imigrante ameaçou o policial com uma pedra.

A Chancelaria mexicana, num protesto formal, exigiu que a morte do imigrante mexicano seja investigada, com punição para o responsável. E criticou "o uso desproporcional da força" dos agentes americanos contra "pessoas que não representam uma ameaça".

O governador afirmou que "há elementos suficientes" para que o Governo mexicano exija "uma punição exemplar" para o policial.

- Em caso de impunidade, será um convite para que outros agentes realizem crimes como esse - advertiu.

Reyes sustentou que se tratou de um ato de barbárie, que deve motivar toda a ação política e jurídica por parte do Estado. Para ele, é preciso inibir o comportamento em pessoas que têm profundamente enraizado o elemento de discriminação e de racismo.

Ele considerou que, mesmo que o imigrante tenha jogado uma pedra no agente americano, a resposta foi "irracional". Ainda assim, insistiu que no lugar do assassinato não se encontraram rochas.