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Uribe insiste em solução legal para ex-paramilitares colombianos

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Agência EFE

COLÔMBIA - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, insistiu na última quarta-feira na necessidade de encontrar uma solução legal para a situação de mais de metade dos 31 mil ex-combatentes paramilitares que entregaram as armas.

Uribe se referiu aos ex-membros do grupo de direita Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que estabeleceu negociações de paz com o Executivo entre 2003 e 2006.

O Governo pretendia aplicar aos ex-paramilitares uma lei de justiça e paz promulgada em 2005. Mas no mês passado a Corte Suprema de Justiça decidiu que os ex-paramilitares não podem ser julgados por sedição, já que não tinham tomado armas contra o Estado, e sim na sua defesa.

- É preciso resolver a situação de 19 mil desmobilizados - afirmou Uribe numa "prestação de contas" da sua gestão, com vários de seus ministros.

O presidente, reeleito em 2006, completou na terça-feira o primeiro dos quatro anos de seu segundo mandato.

Uribe ressaltou que sua administração procura "o fim dos grupos paramilitares" e acrescentou que "o Estado tem que recuperar o monopólio da força".

Ele acrescentou que o Governo prepara um projeto legislativo que ajude a superar a dificuldade legal e buscará um texto que "iguale guerrilheiros e paramilitares" perante a lei.

O ministro da Justiça, Holguín Sardi, disse também que o Governo está investindo o equivalente a US$ 36 milhões por ano para proteger 7.070 pessoas ameaçadas de morte, entre elas funcionários e sindicalistas. Além disso, garantiu a realização das eleições regionais de 28 de outubro em todo o país.