Estudo apóia idéia de retirada de tropas do Iraque

Agência AFP

WASHINGTON - Uma retirada dos Estados Unidos do Iraque deve ser mais e mais considerada se a violência no país não baixar drasticamente, estima um estudo da Rand Corporation, financiado pela Força Aérea americana e publicado nesta quarta-feira.

- Não podemos nos dizer otimistas sobre um progresso a curto prazo. Se o número de iraquianos vítimas de morte violenta não cair até o final do verão de 2007, a pressão política nos Estados Unidos para retirar as tropas poderá tornar-se impossível de ser contida - dizem os especialistas.

O exército américano afirma que o envio de reforços militares desde o início do ano no Iraque reduziu a violência. Mas números compilados por três ministérios iraquianos e obtidos pela AFP mostram que o número de civis mortos subiu para 1.652 em julho, ou seja, um terço a mais do que em junho e um pouco a mais do que em fevereiro.

Segundo Olga Oliker, responsável pelo estudo, intitulado Opções para o Iraque: um reexame, o nível atual da violência indica que a atual estratégia de enviar reforços não é eficaz.

- A violência permanece num nível inaceitável - afirma Oliker, em entrevista por telefone.

Ela passou mais de um ano no Iraque com outras cinco pessoas para efetuar este estudo.

Segundo a pesquisa, a presença americana no Iraque não deve ser eternizada e o governo de Washington precisa se preparar para administrar as repercussões de uma retirada, antes mesmo de decidi-la.

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