Agência EFE
RÚSSIA - A Associação Mundial de Jornais (WAN, sigla em inglês) e o Fórum Mundial de Editores (WEF) protestaram nesta quarta-feira contra a internação numa clínica psiquiátrica da jornalista Larisa Arap, ativista dos direitos humanos na Rússia.
Em carta enviada ao presidente russo, Vladimir Putin, a WAN e o WEF afirmaram que trancafiar uma jornalista "por escrever um artigo crítico sobre os serviços psiquiátricos" é um castigo que "lembra os abusos dos direitos humanos na era soviética".
As duas organizações denunciam que Arap foi internada à força no dia 5 de julho no hospital psiquiátrico de Mursmansk. Pouco antes, num artigo, ela havia acusado o pessoal da instituição de usar da violência com os pacientes.
As organizações lembraram que, nos tempos da União Soviética, hospitais psiquiátricos eram usados como prisões para isolar e castigar os presos políticos, além de desacreditar suas idéias.
A WAN e o WEF pediram a Putin uma investigação sobre o caso.