Jornal diz que polícia sabe que Madeleine morreu

Agência EFE

LISBOA - A Polícia Judiciária portuguesa (PJ - equivalente à Polícia Federal brasileira) sabe há um mês que a menina britânica Madeleine McCann morreu na noite em que foi dada por desaparecida e por isso descartou definitivamente a hipótese de seqüestro, publica nesta terça-feira o jornal português Diário de Notícias, citando fontes da investigação.

O jornal diz que as suspeitas iniciais sobre os pais da menina ganharam mais força agora e a certeza da morte de Madeleine abriu um novo caminho de investigação, mais concentrada no casal McCann e seu círculo mais próximo. Segundo o Diário de Notícias, as versões contraditórias de pais, parentes e amigos sobre o fato contribuíram para aumentar as dúvidas sobre a teoria de um seqüestro.

A morte teria ocorrido, por homicídio, acidente ou negligência, no quarto em que a família McCann passava as férias em um complexo turístico no balneário da Praia da Luz, no sul de Portugal. Foram esses novos indícios que levaram a Portugal agentes britânicos. Em colaboração com a Polícia portuguesa, eles rastrearam a área com cães adestrados para farejar corpos.

Os cachorros permitiram descobrir restos de sangue no quarto do casal. As amostras estão sendo analisadas e o resultado deverá ser divulgado nos próximos dias.

Enquanto isso, a imprensa portuguesa comenta que a atitude de Gerry e Kate Mccan mudou radicalmente na segunda-feira e eles preferiram se esconder dos jornalistas. Antes, eles procuravam a mídia para dar entrevistas e informações que mantivessem o interesse no caso.

O jornal Público diz que as autoridades vigiam vários amigos dos McCann na Inglaterra e que eles provavelmente serão convocados a depor novamente em Portugal nos próximos dias. A polícia portuguesa informou que segue de perto um homem de nacionalidade britânica. Segundo a imprensa portuguesa, ele foi visto com os pais de Madeleine antes do desaparecimento da menina e depois com o único suspeito do caso, Robert Murat.

Com a virada nas investigações, o advogado de Murat reiterou a possibilidade de que o cliente faça uma denúncia contra o Estado português quando o caso for encerrado e comprovar sua inocência. A PJ inspecionou na última segunda-feira vários veículos de parentes e amigos de Murat, assim como o carro utilizado pelos McCann durante a estadia em Portugal.

No Reino Unido são oferecidos mais de 4 milhões de libras por pistas que ajudem a encontrá-la, mas as inúmeras denúncias que chegaram à Polícia a partir de vários países não jogaram nenhuma luz sobre o caso. Madeleine McCann teria desaparecido em 3 de maio quando dormia junto a seus dois irmãos gêmeos de 2 anos enquanto os pais jantavam com amigos em um restaurante próximo, segundo a versão divulgada até agora.

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