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Chávez quer conversar com guerrilhas da Colômbia

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REUTERS

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse no domingo que 'gostaria de falar politicamente com os comandos guerrilheiros da Colômbia' para tentar colaborar na solução do conflito interno do país vizinho.

Os comentários foram feitos em seu programa de rádio e televisão 'Alô, Presidente', depois que a senadora colombiana Piedad Cordoba lhe pediu, ao vivo, que atuasse em favor de um acordo humanitário no seu país.

- Sempre dissemos que no caso da Colômbia estamos dispostos a fazer o que pudermos fazer no caminho para a paz - afirmou Chávez, que, em seus mais de oito anos de governo, teve alguns conflitos diplomáticos com Bogotá.

- Nós gostaríamos de ajudar, Piedad, mas claro que isso depende dos atores lá. O que mais podemos fazer? De todo modo, diante do seu novo pedido, eu prometo e me comprometo a revisar tudo e fazer o que puder - disse.

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, anunciou na quinta-feira que está disposto a criar uma zona de encontro para selar a paz em 90 dias com a maior guerrilha esquerdista do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), se o grupo libertar as dezenas de pessoas que mantém reféns.

As Farc, o grupo rebelde ativo mais antigo da América Latina, mantêm 49 reféns, que tenta trocar por centenas de guerrilheiros presos.

No programa, Chávez disse que um problema do conflito na Colômbia são os Estados Unidos, porque 'promovem a guerra, porque lhe convém a guerra na Colômbia'.

A Colômbia é o maior aliado político de Washington na região.