Agência EFE
PAQUISTÃO - O Exército do Paquistão anunciou que tomou o controle do edifício da Mesquita Vermelha de Islamabad e de 75% da adjacente escola corânica Jamia Hafsa, onde acredita-se que os líderes radicais estejam escondidos, já que não respondem mais aos tiros das forças de segurança.
As operações foram suspensas até se comprovar se os fundamentalistas cessaram o fogo porque não têm mais capacidade de resposta ou se, pelo contrário, adotaram uma tática de recuar, segundo fontes militares.
O Exército acredita que os radicais armados e seu chefe, o clérigo Rasheed Ghazi, estão escondidos nos porões da Jamia Hafsa.
Na sua "última mensagem" a seus seguidores, o líder pediu que eles continuem com sua "missão" de "impor a Sharia (lei islâmica)" no Paquistão.
O porta-voz do Exército, Waheed Arshad, que tinha informado 27 mortos na operação, sendo 24 radicais e três soldados, elevou a quatro o número de vítimas no Exército. A imprensa paquistanesa, porém, teme que o número seja muito maior.
O acesso ao hospital para onde as vítimas estão sendo levadas foi proibido aos jornalistas. O comando militar também proibiu a imprensa de se aproximar à mesquita. Além disso, desde as 8h30 (0h30 de Brasília) foram suspensas todas as transmissões das emissoras de televisão por cabo.
O assalto à mesquita começou às 4h (20h de segunda-feira, em Brasília), após o fracasso da último tentativa de negociações entre enviados do Governo e Ghazi.