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Comitê Executivo do FMI abre a sucessão de Rodrigo de Rato

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Agência EFE

WASHINGTON - O Comitê Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na última segunda-feira que o cargo de diretor-gerente está aberto para qualquer candidato, após a renúncia de Rodrigo de Rato.

O comitê se reuniu para examinar o processo de seleção. Ao fim da reunião, emitiu um breve comunicado, afirmando que qualquer diretor-executivo pode apresentar uma candidatura, não importa qual seja a nacionalidade.

Desde o dia 28 de junho, quando Rato anunciou sua saída do FMI, surgiram vários possíveis candidatos para sucedê-lo no cargo.

Até o momento, só a França apresentou publicamente uma candidatura.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje que o ex-ministro socialista Dominique Strauss-Kahn tem o apoio da França e do primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (ministros de Finanças da zona do euro).

Nos últimos dias a imprensa também citou como possíveis candidatos o titular de Finanças italiano, Tommaso Padoa-Schioppa, e o ex-governador do Banco Central polonês Leszek Balcerowicz.

Amanhã, o Ecofin (ministros de Finanças dos 27 países da União Européia) aproveitará sua reunião mensal para começar a discutir as possibilidades que um europeu substitua Rato à frente da instituição multilateral.

Faltam ainda três meses para a saída de Rato, mas não convém à União Européia adiar esta discussão, diante do risco dos partidários de buscar candidatos em outras regiões do mundo se fortalecer.

Tradicionalmente e em virtude de um acordo não escrito, o diretor do Fundo é um europeu, enquanto a Presidência do Banco Mundial é reservada a um americano.

Na semana passada, o secretário do Tesouro de EUA, Henry Paulson, afirmou que Washington não se oporá à nomeação de um europeu.

Desde a criação do Fundo ocuparam o cargo de diretor-gerente um belga (Camille Gutt), dois suecos (Ivar Rooth e Per Jacobson), um holandês (Johannes Witeveen), três franceses (Pierre-Paul Schweltzer, Jaques de Larosière e Michel Camdessus), um alemão (Horst Köhler) e um espanhol (Rodrigo de Rato).