Agência EFE
HAIA - A Promotoria do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) pediu uma ampliação do número de testemunhas para interrogar no julgamento aberto nesta segunda-feira do ex-general bósnio muçulmano Rasim Delic.
A Promotoria também pediu o adiamento do início do julgamento em três dias, o que foi rejeitado pelos juízes. Durante a audiência, eles se mostraram dispostos a conceder o outro pedido se estiver fundamentado.
Assim, os juízes pediram à Promotoria para apresentar alegações e começar o julgamento enquanto decidem autorizar ou não a ampliação de testemunhas - de 55 para 70 - e, em conseqüência, o tempo de interrogatório, atualmente fixado em 170 horas.
Delic, antigo comandante do Exército bósnio, é acusado de crimes contra croatas e sérvios durante a Guerra da Bósnia (1992-1995). cometeram os combatentes da unidade El-Mudzahid da 7ª Brigada Muçulmana, que agiu no centro do país.
Entre tais ações, houve assassinatos e estupros de mulheres sérvias e croatas.
Delic chegou à penitenciária do TPII em Haia no dia 28 de fevereiro de 2005 após anunciar sua entrega voluntária.
Até então, Delic foi conselheiro para assuntos militares de Sulejman Tihic, membro muçulmano da Presidência tripartite da Bósnia, que manifestou descontentamento pela acusação contra o general.