Agência EFE
MINDANAO - Os seqüestradores do padre italiano Giancarlo Bossi, capturado há mais de três semanas na ilha filipina de Mindanao divulgaram várias fotos do refém, para demonstrar que ele continua vivo, informou nesta sexta-feira.
Nas fotos, o clérigo de 57 anos aparece mais magro, após um mês de cativeiro, segundo o padre Gianni Sandalo, superior de Bossi no Instituto Pontifício de Misiones no Exterior (IPME). Ele recebeu as fotos esta manhã, segundo o site do jornal "The Philippine Daily Inquirer".
Sandalo entregou cópias a Margarita Boniver, enviada especial do Governo da Itália, que chegou na quarta-feira às Filipinas para supervisionar as gestões para libertar o religioso.
Manila agora responsabiliza pelo seqüestro o grupo radical islâmico Abu Sayyaf. O Giverno anunciou que "não haverá solução rápida" para o caso.
Ontem, o conselheiro de Segurança Nacional filipino, Norberto Gonzales, disse que a delegada italiana apóia todos os esforços governamentais para resgatar Bossi.
Ela se reuniu com o chefe das Forças Armadas do país, general Hermogenes Esperon. Os dois decidiram não pagar nenhum tipo de resgate antes de ir a Zamboanga Subigay, local onde Bossi foi seqüestrado, dia 10 de junho.
- É uma política comum dos dois países não ceder a exigências assim - comentou Esperon, que negou ter recebido um pedido de resgate.
Bossi, de 57 anos, que está há quase três décadas no país, é o terceiro religioso italiano seqüestrado em Mindanao nos últimos nove anos. Dos outros dois reféns, um passou 68 dias em cativeiro, e o outro, seis meses.