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LONDRES - As investigações realizadas na Grã-Bretanha e na Austrália estão 'indo a fundo' na célula responsável por tentativas de ataques em Londres e na Escócia, disse na sexta-feira o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
Oito profissionais de saúde, inclusive médicos, oriundos do Oriente Médio e da Índia já foram presos como parte da investigação. Na sexta-feira, a polícia australiana, que já mantém um médico indiano sob custódia, fez batidas em dois hospitais, interrogou e liberou outros quatro médicos indianos e está investigando mais um.
- Trata-se agora de uma investigação internacional - disse Brown.
- Acredito que, pelo que sei, estamos indo a fundo nesta célula que foi responsável pelo que está acontecendo. Quero que as pessoas saibam que agimos muito rapidamente para lidar com potenciais incidentes futuros - afirmou.
Na semana passada, dois carros-bomba foram desativados num bairro de intensa vida noturna em Londres, e horas depois dois homens lançaram um jipe cheio de combustível contra o aeroporto de Glasgow, sem fazer vítimas.
Brown citou possíveis ligações da Al Qaeda com o complô, e os serviços britânicos de inteligência trabalham com autoridades de vários países para tentar estabelecer até onde vai o suposto envolvimento da rede de Osama bin Laden ou sua 'sucursal' iraquiana.
Embora os três ataques tenham sido frustrados, eles representaram um teste de nervos para o novo governo de Brown, que substituiu Tony Blair em 27 de junho. Durante quatro dias, até quarta-feira, a Grã-Bretanha manteve o alerta de ameaça à segurança no país no nível mais alto.
A linha australiana da investigação começou na segunda-feira, com a prisão no aeroporto de Brisbane do médico indiano Mohamed Haneef, que tentava deixar o país. A polícia está examinando mais de 30 mil arquivos no laptop de Haneef e um cartão de celular que ele deixou com um dos outros suspeitos. Haneef já havia clinicado na Grã-Bretanha.