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EUA ampliam pressão sobre o Irã

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REUTERS

WASHINGTON - Autoridades americanas vão consultar na semana que vem os aliados europeus para determinar formas de intensificar a pressão sobre o Irã, que vem tentando driblar as sanções existentes ocultando a origem das suas transações financeiras. A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, disse nesta sexta-feira que o Irã está se tornando "cada vez mais perigoso" e que por isso os EUA e seus aliados estão discutindo novas sanções para restringir ainda mais o acesso de Teerã ao sistema financeiro internacional.

Rice disse à emissora CNBC que Washington mantém o compromisso com uma solução diplomática, mas que o Irã deve saber que "há elementos coercitivos em nossa política também". Enquanto isso, Stuart Levey, subsecretário de Tesouro para Inteligência Financeira e de Terrorismo, disse que vai visitar Londres, Paris, Berlim e Frankfurt na semana que vem para "comparar anotações" sobre como o Irã está usando o sistema financeiro internacional para manter seu programa nuclear e o apoio a extremistas.

O secretário-assistente de Estado John Rood, responsável por questões de não-proliferação, vai acompanhá-lo.

- Algumas das coisas a que estamos dedicando especial atenção é como o Irã adaptou suas práticas financeiras para tentar escapar tanto dos controles de instituições financeiras islâmicas quanto potencialmente escapar das medidas financeiras ñdos EUA e da ONUí em vigor - disse Levey.

Em várias ocasiões, órgãos estatais iranianos - como o Banco Central e o Banco Sepah, ambos sob sanções da ONU e dos EUA - pedem a outras instituições que evitem citar seus nomes nas suas transações, afirmou o subsecretário. Isso põe em risco a credibilidade de instituições financeiras internacionais e "também é um meio pelo qual o Irã pode fazer algo para fugir das sanções em vigor", acrescentou.

O Conselho de Segurança da ONU já adotou duas resoluções impondo sanções ao Irã e exigindo o fim do seu programa de enriquecimento de urânio, que segundo grandes potências é voltado para o desenvolvimento de armas nucleares. Teerã insiste que seu objetivo é apenas produzir energia com fins civis. Washington também acusa Teerã de apoiar a guerrilha xiita Hezbollah, do Líbano, militantes do Hamas em Gaza e insurgentes iraquianos.