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BOGOTÁ - A intensificação do conflito entre os dois maiores grupos guerrilheiros da Colômbia vem obrigando milhares de agricultores pobres a abandonarem suas terras. Desde agosto de 2006, uma média mensal de 200 famílias registrou-se junto a autoridades do Departamento de Arauca (Leste) afirmando terem fugido do embate entre os rebeldes.
- Estamos no meio do fogo cruzado - disse um agricultor expulso que não quis identificar-se. Ele vem morando na capital do Departamento, a cidade de Arauca, onde não há empregos suficientes para todos os refugiados. Segundo ele, as famílias de agricultores costumam ser interpeladas por guerrilheiros armados que buscam comida ou abrigo. Recusar-se significa a morte, mas cooperar significa expor-se a uma punição a ser eventualmente imposta pelo grupo rival.
- Qualquer um acusado de cooperar com um lado está sujeito a ser atacado pelo outro. É esse o motivo dessa onda de refugiados - afirmou Dolka Arias, chefe departamental da Acción Social, a agência do governo para a área de seguridade social.