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Kirchner anuncia aumento para Forças Armadas

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Agência EFE

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, anunciou hoje um aumento salarial de 16,5% para as Forças Armadas e insistiu que a justiça 'colocará as coisas no lugar' ao julgar os torturadores da última ditadura militar (1976-1983).

Ao falar no jantar anual de confraternização das Forças Armadas, Kirchner destacou o 'esforço' dos militares quando 'Argentina chegou à crise terminal' e agradeceu a disposição deles 'tanto no acordo quanto nas diferenças'.

- Não haverá reconciliação sem justiça', disse o presidente, em alusão aos militares que cometeram crimes contra a humanidade durante a ditadura. Ninguém tem direito a se escudar no prestígio das Forças Armadas. Continuaremos lutando contra a impunidade do terrorismo de Estado. A luta pelos direitos humanos na Argentina é avaliada no mundo todo - disse.

- Será a justiça que colocará as coisas no lugar, julgando os culpados, para que triunfem a verdade e a memória - acrescentou.

Pouco depois assumir como presidente, em maio de 2003, Kirchner chorou e pediu perdão em nome do Estado pelo silêncio perante as "atrocidades' da ditadura militar, se comprometeu a abrir os arquivos oficiais e promoveu a anulação das 'leis do perdão' para repressores, aprovada pelo Parlamento em agosto de 2003.

Isso levou à reabertura de centenas de causas por crimes contra a humanidade cometidos durante os chamados 'anos de chumbo' e levou vários ex-militares de volta à prisão.

Segundo números oficiais, 18.000 pessoas desapareceram durante a ditadura argentina, mas entidades de direitos humanos elevam esse número para 30.000.