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Governo colombiano nega fogo cruzado como causa da morte de deputados

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Agência EFE

BOGOTÁ - O Governo da Colômbia descartou a hipótese de um 'fogo cruzado' ter causado a morte de 11 dos 12 deputados que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantinham como reféns no sudoeste do país, disseram nesta setxa-feira fontes do Executivo.

A versão dos rebeldes 'não tem lógica, não é racional', afirmou o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, segundo quem as autoridades já dispõem de 'informações que provam que (os legisladores) foram assassinados quase que de forma premeditada'.

Santos confirmou assim a hipótese à qual o presidente Álvaro Uribe se referiu ontem após uma reunião de emergência sobre segurança convocada depois de as Farc terem anunciado a morte dos deputados, seqüestrados em abril de 2002, em Cali.

Em comunicado divulgado também na quinta-feira, mas com data de 23 de junho, os rebeldes informavam que os 11 políticos tinham morrido no dia 18 deste mês, em um 'fogo cruzado' com 'um grupo militar' não identificado.

O 12º legislador, Sigifredo López, se salvou por estar em outro acampamento na hora do ocorrido, segundo as Farc.

- Manter um fato de semelhante natureza, de semelhante importância, totalmente oculto durante dez dias (...) é praticamente impossível - disse Santos em uma entrevista à rádio 'RCN'.

O ministro disse ainda que, se a versão de 'fogo cruzado' for verdadeira, na ação não estiveram envolvidos soldados da Polícia.

Ainda segundo ele, se o ocorrido foi de responsabilidade de um "outro grupo criminoso', fontes da população civil ou 'de inteligência humanas ou técnicas' teriam tomado conhecimento.

Em um choque do tipo 'morrem dois, morrem cinco, morrem sete, mas não morrem 11', prosseguiu Santos, que enfatizou que a versão das Farc foi 'descartada'.

O ministro também disse que as autoridades ainda não determinaram se os deputados foram assassinados juntos ou separadamente, dadas as informações das famílias dos políticos e dos 'meios de comunicação'de que as vítimas eram mantidas divididas em dois ou três grupos.

- Não sabemos se todos foram assassinados juntos ou separados - admitiu Santos.