Agência EFE
BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quinta-feira a morte de 11 deputados do departamento colombiano do Valle del Cauca, que tinham sido seqüestrados em 2002, durante fogo cruzado entre membros da guerrilha e um grupo militar não identificado.
Em comunicado publicado no site da "Agencia de Noticias Nueva Colombia", com sede em Estocolmo, a guerrilha colombiana informa que os deputados morreram no dia 18 de junho, "no meio do fogo cruzado, quando um grupo militar não identificado até o momento atacou o acampamento onde eles estavam".
Em seu comunicado, as Farc destacam que um dos deputados, Sigifredo López, sobreviveu porque "não estava com os outros naquele momento".
Além disso, as Farc acusaram o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de "intransigência demencial", afirmando que "a sua estratégia de resgate militar acima de toda consideração leva a tragédias assim".
- Desde o planejamento da operação de retenção dos deputados, assim como durante seu desenvolvimento e no transcurso destes cinco anos, nossa prioridade era manter a integridade física de todos, em meio a permanentes ações de resgate - diz o comunicado, assinado pelo "Comando Conjunto do Ocidente" e datado de 23 de junho.
O texto acrescenta que "na área dos eventos acontecem há várias semanas amplas operações conjuntas de militares e paramilitares, com inúmeros combates e crescente presença de forças oficiais".
As Farc "lamentam a tragédia", e prometem fazer "o que for possível para que as famílias das vítimas possam recolher os seus restos mortais o mais rapidamente possível".