Agência EFE
CALI - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, reafirmou nesta última quinta-feira que não pode aceitar as exigências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de desmilitarizar um território e libertar rebeldes incondicionalmente para chegar a um acordo de troca de seqüestrados por insurgentes presos.
Uribe disse que impõe as duas restrições para uma eventual negociação com o grupo guerrilheiro, que pretende trocar 56 reféns por mais de 500 detidos, entre eles dois extraditados aos Estados Unidos.
Em declarações na cidade de Cali, o governante disse que acha inconveniente para o país uma zona desmilitarizada, assim como a saída da prisão de pessoas que vão voltar a cometer seqüestros e assassinatos.
A maior guerrilha do país voltou a exigir a desmilitarização de Florida e Pradera, localidades próximas a Cali, num comunicado divulgado na última quinta-feira.
- Fizemos um grande esforço, com a libertação de 150 membros das Farc, que assumiram o compromisso de não voltar à rebelião, aderindo a um processo de reinserção - disse Uribe.