Agência EFE
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, assinaram hoje um acordo que elimina as restrições para que seus respectivos países dividam tecnologia de Defesa, informou a Casa Branca.
Segundo a porta-voz presidencial Dana Perino, a assinatura aconteceu durante uma videoconferência entre os dois líderes.
O Tratado de Cooperação Comercial em Defesa permitirá que suas respectivas Forças Armadas compartilhem tecnologia, conhecimentos e informações com mais facilidade.
A assinatura deste acordo, um dos alvos de Londres em sua relação com Washington nos últimos anos, representa uma conquista para o primeiro-ministro do Reino Unido em seus últimos dias de mandato.
No ano passado, o Reino Unido ameaçou acabar com a cooperação com os americanos no projeto do caça Joint Strike Fighter até que o Pentágono não provasse que compartilhava toda a informação que tinha sobre o software do avião.
Perino disse nesta quinta que o acordo foi assinado porque 'convém a nossos interesses de segurança nacional apoiar de forma adequada operações conjuntas militares e antiterroristas dos EUA e do Reino Unido', o 'melhor aliado e sócio em matéria militar' de Washington.
Além disso, acrescentou que convém 'acelerar a pesquisa conjunta e o desenvolvimento de produção de tecnologias de Defesa interoperacionais'.
Além disso, a porta-voz acrescentou que 'convém aos interesses de segurança e economia guardar dinheiro colocando em comum nossa experiência e reduzindo a duplicação de esforços em parte da pesquisa e do desenvolvimento que foi realizado até agora'.
Já o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o tratado permitirá que os dois países dividam tecnologia de Defesa e pessoal e eliminem o sistema de formas que existia para a exportação de material militar entre os dois países.
Até agora, o Reino Unido sofria atrasos em suas importações de tecnologia militar americana de até três meses, por causa da necessidade de licenças.
Entre o material que Londres poderá comprar com mais facilidade estão aviões espiões não tripulados que se destinarão ao Afeganistão.