Decisão da promotoria chilena sobre Fujimori é motivo de festa em Lima

Agência EFE

LIMA - A decisão da promotora chilena Mónica Maldonado de recomendar a extradição do ex-presidente Alberto Fujimori foi recebida com satisfação pelo governo peruano e por familiares das vítimas de seu governo, entre 1990 e 2000.

Em nível governamental o chanceler José García Belaunde enfatizou que seu país oferece a Fujimori garantias de um processo justo no caso de uma eventual extradição, assinalando que "o poder judiciário peruano atua com independência e liberdade de consciência".

García Belaunde descartou versões de legisladores, entre eles as da filha do ex-presidente, Keiko Fujimori, sobre a falta de garantias de um processo justo em Lima.

Grupos de defesa dos direitos humanos realizaram manifestação em frente da embaixada do Chile em Lima em apoio à decisão da chilena Maldonado.

Participaram cerca de 50 pessoas.

Gisella Ortiz, parente de um dos nove estudantes mortos na Universidade La Cantuta por um ''esquadrão da morte'' durante o governo Fujimori, disse que vale a pena esperar, apesar do longo período que vem durando o processo de extradição.

- Esta decisão da promotoria vai orientar a resposta em conjunto do Estado chileno ante o pedido da justiça peruana -, declarou Francisco Soberón, presidente da Associação Pró-Direitos Humanos (Aprodeh), que incentiva o julgamento do ex-presidente em Lima.

A decisão da promotoria não é vinculante, mas é considerada um passo prévio para a sentença em primeira instância que deve ser ditada pelo magistrado chileno Orlando Alvarez, da Corte Suprema, que nesta quinta-feira estava de licença médica.