Milicianos palestinos atacam posto fronteiriço de Erez

Agência EFE

GAZA - Nesta segunda-feira milicianos palestinos atacaram com bombas o posto fronteiriço de Erez, que separa o norte da Faixa de Gaza de Israel, e uma cooperativa agrícola israelense, nos dois casos sem causar vítimas, informaram fontes militares israelenses.

Os trabalhadores da cooperativa de Nativ Ha'asara - dois quilômetros ao norte de Gaza, perto de Erez - receberam ordem de evacuar, informaram fontes do próprio estabelecimento, que não deram dados sobre vítimas ou danos materiais.

Além disso, após 24 horas de calma, milicianos palestinos lançaram nesta segunda-feira a partir de Gaza três foguetes Qassam contra o sul de Israel, que não causaram vítimas ou danos materiais.

Esses ataques ocorreram depois da incursão desta segunda-feira no sul de Gaza, perto da passagem de Sufa, de uma patrulha israelense formada por quinze carros de combate, apoiados por helicópteros e forças de infantaria.

As tropas israelenses detiveram vários residentes da zona, onde continuam presentes e, inclusive, colocara matiradores de elite no telhado de algumas casas.

As tropas entraram um quilômetro dentro do território da Faixa de Gaza, segundo autorização concedida na semana passada pelo Gabinete de Segurança ao Exército, que, por enquanto, está proibido de realizar operações terrestres em grande escala.

Segundo fontes palestinas, os militares israelenses convocaram todos os homens de 16 a 40 anos a se concentrar em um terreno para passar por interrogatórios, e vários deles foram detidos, mas não souberam determinar o número ou o destino.

Nos últimos dias, enquanto as facções palestinas discutem a possibilidade de um cessar-fogo, diminuíram notavelmente os ataques com foguetes Qassam contra localidades do sul de Israel, especialmente a cidade de Sderot, a 7 quilômetros dessa zona.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou no último domingo, que seu Governo não está disposto a negociar com os grupos islâmicos Hamas e Jihad Islâmica - que costumam assumir esses ataques - e que as Forças Armadas continuarão seus planos para impedi-los de continuar atacando o território de Israel.