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Taiwan desiste de entrar na ONU como República da China

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Agência EFE

TAIPÉ - O Governo de Taipé anunciou nesta quarta-feira que a nova política diplomática do país será tentar a adesão à ONU como membro com plenos direitos e sob o nome de Taiwan, e não com o oficial de República da China.

O fracasso na tentativa de entrada na Organização Mundial da Saúde sob o nome de Taiwan não afetará a adoção de uma nova estratégia para solicitar a entrada na ONU, disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Yang Tzu-pao, no Parlamento.

De 1993 até hoje, Taiwan sempre tinha utilizado o nome oficial de República da China para solicitar a entrada na ONU, ação que era bloqueada pela China e seus aliados nas reuniões do comitê preparatório da Assembléia Geral da ONU.

O presidente taiuanês, Chen Shui-bian, declarou na terça-feira em uma videoconferência com jornalistas americanos, que dedicará o resto do mandato a estimular a consciência taiuanesa e a entrada da ilha na ONU e na OMS sob o nome de Taiwan.

Chen assegura que a campanha não equivale a uma declaração formal de independência da China ou a uma mudança do nome oficial da ilha, que continua sendo República da China, mas que se trata de deixar clara a diferença entre China e Taiwan.

- China é China e Taiwan é Taiwan. Há dois países, um de cada lado do estreito de Formosa - disse o líder.

A oposição taiuanesa criticou, no Parlamento, a solicitação de entrada na ONU sob o nome Taiwan, por não ser o nome formal do país.

A deputada Hsiao bi-Khim, do Partido Democrata Progressista (no Governo), defendeu a postura oficial e assegurou que o nome Taiwan para designar a entidade política da ilha está totalmente aceito no mundo.

Taiwan foi obrigada a abandonar o assento na ONU após a entrada da China, em outubro de 1971, e iniciou uma campanha para reingressar na organização em 1993.