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Rússia não cede e diz que solução no Kosovo deve ser de sérvios

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Agência EFE

POTSDAM - O ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, avisou nesta quarta-feira que não cederá às pressões do G8 que pediam o apoio russo de uma resolução sobre o Kosovo no Conselho de Segurança da ONU.

O G8 é formado pelos sete países mais ricos do mundo, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Canadá e Japão, mais a Rússia.

Além disso, Lavrov ressaltou que o problema deve ser resolvido pelas partes afetadas, ou seja, sérvios e albaneses.

- O destino da Sérvia e o destino do Kosovo não devem ser decididos em Nova York, em Potsdam ou em outro tipo de reuniões, mas em negociações diretas entre as duas partes afetadas, disse após uma primeira reunião com os outros ministros dos membros do G8.

Com isso, Lavrov rejeitou o pedido da Presidência alemã do G8, para que a Rússia não vete a aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança.

- Não precisamos de um compromisso por parte da Rússia, mas de um acordo sobre como prosseguir no processo no Conselho, afirmou o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, no começo da reunião.

- Não conseguiremos avançar nos Bálcãs e no Kosovo sem uma decisão no organismo, segundo o ministro alemão.

Lavrov, por outro lado, não acredita que o tempo faça pressão, mas pelo contrário, considera necessário que 'as duas partes tenham tempo para chegar a uma solução negociada'.

- Não é a primeira vez que negociações duram muito, lembrou.

A Rússia defende que o status do Kosovo, habitado majoritariamente por albaneses, não pode ser decidido contra a vontade da Sérvia, à qual pertence a província. Belgrado rejeitou o plano elaborado pelo mediador finlandês Martti Ahtisaari, de uma "independência sob supervisão internacional'.