Agência EFE
QUITO - O prefeito de Quito, Paco Moncayo, convocou para esta quarta-feira uma manifestação na Praça da Independência, no centro histórico da cidade, para protestar contra a decisão da Fifa de proibir jogos internacionais em cidades situadas a mais de 2.500 metros de altitude.
Moncayo defende uma união dos prefeitos das cidades andinas afetadas, no Equador, Bolívia, Colômbia e Peru. Ele espera receber o apoio do presidente equatoriano, Rafael Correa.
O ministro do Esporte equatoriano, Raúl Carrión, disse na última terça-feira que o Governo do Equador mantém o seu apoio irrestrito e incondicional às decisões da Federação Equatoriana de Futebol (FEF).
No entanto, Carrión ressaltou que o Executivo não se envolverá de forma direta, já que a Fifa impede legalmente, segundo seus estatutos, que os Governos dos países filiados intervenham em suas decisões.
O presidente da FEF, Alex de la Torre, disse hoje à Efe que o Equador desistiria de ir à Copa América se a Fifa mantiver a resolução de proibir os jogos em cidades como Quito, situada a 2.850 metros de altitude.
O diretor confirmou que o Equador formou um grupo com a Bolívia, Colômbia e Peru. Na sessão da Confederação Sul-Americana de Futebol, dia 15 de junho, eles vão tentar exigir o fim do veto.
- Já temos o apoio da Venezuela. Chile e Uruguai podem aderir. Como se sabe extra-oficialmente que a resolução de a Fifa seguiria o pedido da CSF, eu acho que a medida será retirada - acrescentou.