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EUA minimizam importância do lançamento de mísseis norte-coreanos

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Agência EFE

PEQUIM - O negociador americano na crise nuclear norte-coreana, Christopher Hill, não deu importância ao lançamento de mísseis pela Coréia do Norte na sexta-feira passada, em pleno momento de estagnação das conversas.

- Parece que eram de curto alcance. Não ajuda muito, mas foi um exercício de rotina - disse Hill aos jornalistas em Pequim, antes de uma reunião com seu interlocutor chinês, Wu Dawei.

Hill acrescentou que obviamente os EUA não querem mísseis na zona, mas minimizou a suposta ameaça. A atitude foi adotada também pelos seus aliados Japão e Coréia do Sul.

O negociador chegou nesta quarta-feira a Pequim, vindo da Indonésia para tentar avançar na resolução da crise norte-coreana e aplicar definitivamente o acordo assinado entre as duas Coréias, EUA, Rússia, Japão e China no dia 13 de fevereiro.

A Coréia do Norte exige, para iniciar seu desarmamento nuclear, recuperar os valores depositados no Banco Delta Asia, de Macau.

- Comprovamos que é muito difícil para qualquer banco transferir o dinheiro devido a diversos assuntos legais. Vamos ver se podemos resolver isto - disse hoje Hill.

O atraso de mais de dois meses em avanços concretos no desarmamento norte-coreano esfriou o momento de otimismo do acordo de fevereiro. - Obviamente estamos fora do prazo atualmente e vamos fazer tudo o que pudermos para resolver isso - disse Hill. Ele informou que discutiria com Wu Dawei a questão do BDA.

O negociador acrescentou que Pyongyang deveria iniciar o desarmamento segundo o estipulado e permitir a entrada dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para verificar o fechamento do reator de Yongbyon.