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Sanções americanas escondem intenções belicosas, denuncia o Sudão

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Agência AFP

PARIS - O governo sudanês afirmou que as sanções contra o país anunciadas nesta terça-feira pelo presidente George W. Bush pela crise de Darfur escondem as intenções belicosas dos Estados Unidos.

- As decisões americanas escondem essas intenções e significam que os Estados Unidos não querem que a paz em Darfur seja restabelecida - declarou à imprensa um conselheiro da presidência sudanesa, Majzub al-Khalifa.

- Enquanto a colaboração entre o governo do Sudão, a União Africana e as Nações Unidas progride a passos largos, os Estados Unidos escolhem nadar contra a corrente, algo que revela suas más intenções - denunciou al-Khalifa.

Bush se declarou irritado com a "obstrução" efetuada pelo presidente sudanês, Omar El-Bechir aos esforços internacionais para ajudar Darfur e anunciou nesta terça-feira novas sanções contra o Sudão.

Os Estados Unidos reforçarão assim as sanções já existentes, acrescentando 31 companhias sudanesas à lista de empresas com as quais Washington proíbe transações comerciais e financeiras.

Washington infligirá também sanções contra autoridades governamentais sudanesas, acrescentou Bush em declaração na Casa Branca.

Segundo al-Khalifa, "o fato de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ter optado pelo diálogo e a negociação (sobre Darfur) prova o isolamento dos Estados Unidos" nesta questão.

Al-Khalifa reafirmou também que seu governo não cederá às pressões e que "não entregará a soberania e a identidade do Sudão e que fará com que os problemas internos sejam resolvidos conforme o interesse nacional".

Segundo Bush, o Sudão não está colaborando com a comunidade internacional. Muito pelo contrário, Cartum continua com sua política "de obstrução" e com seus ataques contra a população civil e os rebeldes de Darfur.