Agência EFE
NOVA DÉLHI - Pelo menos 11 pessoas morreram nesta terça-feira e várias dezenas ficaram feridas em violentos choques entre a Polícia e dezenas de milhares de manifestantes de um grupo tribal que reivindicavam mais direitos no estado de Rajastão, no noroeste da Índia.
Cerca de 30 mil membros da tribo Gujjar bloquearam no começo da manhã a estrada que une a capital do Rajastão, Jaipur, com a cidade de Agra, no estado vizinho de Uttar, no trecho da localidade de Patauli, distrito de Dausa.
Segundo a agência 'Ians', a Polícia tentou dispersá-los usando cassetetes e gás lacrimogêneo, e finalmente disparando contra a multidão, que pedia que a comunidade fosse reconhecida oficialmente como categoria tribal, um status que representa uma série de privilégios e ajudas do Governo.
A ira dos manifestantes levou a Polícia a se retirar do local, para onde foram enviados imediatamente batalhões do Exército, que saíram de Jaipur e Bharatpur.
Testemunhas citadas pela 'Ians' disseram que quatro manifestantes e dois policiais morreram e 40 pessoas ficaram feridas nos confrontos em Patauli, enquanto uma fonte policial informou que os dois agentes estão 'desaparecidos'.
Os choques se repetiram no distrito de Bundi, onde morreram cinco pessoas, uma delas um agente policial, quando a Polícia dispersou a tiros os manifestantes nas proximidades de um templo.
A tensão no estado levou o Governo central a ordenar nesta terça-feira o envio de 2.000 efetivos paramilitares ao Rajastão, além de reforços policiais de três estados vizinhos, disse uma fonte do Ministério do Interior à agência 'PTI'.
Além disso, as autoridades proibiram temporariamente todas as manifestações em cinco distritos estaduais.
As tribos reconhecidas oficialmente na Índia gozam de um status especial reconhecido pela Constituição, que lhes concede privilégios e ajudas ao considerar que estão em desvantagem e marginalizadas em relação a maioria dos grupos sociais.
O mesmo ocorre com as castas baixas e as 'outras classes atrasadas', como são denominadas na Constituição de 1950, que estabeleceu um sistema de 'discriminação positiva' para os setores menos favorecidos.