Agência EFE
BEIRUTE - O presidente do Líbano, Émile Lahoud, propôs nesta terça-feira a formação de um 'gabinete de salvação nacional', que inclua membros das principais comunidades do país, para resolver a crise política no país.
Segundo a libanesa 'Agência Nacional de Notícias' ("ANN"), o líder apresentou a proposta ao patriarca maronita (católico do Oriente), monsenhor Nasrallah Sfeir, em reunião realizada nesta terça-feira em Beirute.
A agência afirmou que Lahoud quer que o gabinete proposto seja formado por um membro de cada uma das seis comunidades mais importantes do país (maronita, grego católico, grego ortodoxo, sunita, xiita e druso).
O chefe de Estado fez esta proposta diante das dificuldades nos esforços para formar um Governo de união nacional, a principal exigência da oposição, liderada pelo grupo xiita libanês Hisbolá, acrescentou a 'ANN'.
- É urgente encontrar uma solução - disse Lahoud à imprensa, após seu encontro com monsenhor Sfeir.
Segundo o líder libanês, o gabinete que propõe permitirá, principalmente, a realização das eleições presidenciais - previstas para 25 de setembro - e o fim da manifestação simbólica de protesto desde 1º de dezembro mantida pela oposição no centro de Beirute.
A atual crise no Líbano começou em novembro passado com a renúncia de seis ministros da oposição, cinco deles xiitas, por isso esta comunidade perdeu sua representatividade no gabinete.
A oposição e Lahoud consideram que o Governo do primeiro-ministro, Fouad Siniora, é 'ilegal e anticonstitucional', já que não inclui membros da comunidade xiita, o que contradiz a Constituição, que estipula a representação de todas as comunidades.