Agência EFE
TEERÃ - O Irã acusou formalmente de espionagem três iranianos com cidadania americana, afirmou um porta-voz do Poder Judiciário do país nesta terça-feira. As acusações foram anunciadas apenas um dia depois de os Estados Unidos e o Irã terem realizado suas negociações de mais alto escalão em quase 30 anos. Esse encontro, ocorrido em Bagdá, tratou exclusivamente da situação do Iraque. Segundo o porta-voz do Poder Judiciário, os três acusados eram a professora Haleh Esfandiari, o cientista social Kian Tajbakhsh e a jornalista Parnaz Azima. Pelas leis iranianas, de inspiração religiosa, os três podem ser condenados à morte.
O governo iraniano acusa o governo americano de usar intelectuais e outras pessoas que moram no país para minar o Estado islâmico por meio do que batizou de a 'revolução de veludo'. Os EUA rebateram essa acusação.
O Irã já prendeu vários iranianos com cidadania também americana ou evitou que saíssem do país, entre os quais Esfandiari, diretora do programa para o Oriente Médio do Centro Internacional Woodrow Wilson para Bolsistas.
O governo americano protestou contra a detenção de Esfandiari, atrás das grades desde 8 de maio sob a acusação de ameaçar a segurança nacional e envolver-se na prática de espionagem.