Agência EFE
BOGOTÁ - O Governo colombiano explicou nesta terça-feira que definirá, em breve, uma 'zona de encontro' para a anunciada libertação de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e informou que cerca de mil rebeldes presos pediram para usufruir do benefício.
O ministro do Interior e da Justiça, Carlos Holguín, afirmou que todo o processo - a definição da lista de escolhidos entre os mil solicitantes, a regularização legal do procedimento, o transporte e a definição de um local para o diálogo ("zona de encontro") - pode demorar em torno de dois meses.
No entanto, comandantes das Farc consideraram a iniciativa do presidente Álvaro Uribe uma 'farsa' e uma 'cortina de fumaça'. O governante ofereceu, há duas semanas, a libertação em massa de guerrilheiros do grupo, com a esperança de que esse libere os 56 políticos, soldados e policiais que mantém reféns, alguns há nove anos.
No dia 25 de maio, Holguín explicou que 'a única condição (para o benefício da libertação) é que (os rebeldes) não tenham cometido delitos de lesa-humanidade'.
O ministro acrescentou, no mesmo dia, que os casos que estão em estudo 'se referem a pessoas que foram condenadas'.
A iniciativa de Uribe para a libertação dos guerrilheiros é baseada na esperança de que as Farc ajam de maneira similar com seus reféns. Segundo analistas, o Governo colombiano procura evitar a desmilitarização da 'zona de encontro' estabelecida como sede para a assinatura de uma troca com os rebeldes.