Agência EFE
BOGOTÁ - Uma tentativa do Exército colombiano de resgatar Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de cinco anos, fracassou há duas semanas, segundo a rádio francesa 'RTL'. Depois da fuga do policial John Frank Pinchao, também mantido refém durante anos, as forças armadas colombianas quiseram aproveitar as informações dadas por ele para lançar uma operação. Mas, quando chegaram ao acampamento, já estava vazio, diz a emissora. Era um lugar próximo à cidade de Mitú, perto da fronteira com o extremo norte do estado do Amazonas, afirma.
A RTL diz que, contrária a qualquer operação militar de resgate, a família da franco-colombiana Betancourt não tinha sido avisada, nem a embaixada da França em Bogotá. A rádio sugere que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, 'aparentemente não foi informado em tempo real'.
Quando Pinchao, que tinha permanecido seqüestrado pelas Farc durante mais de oito anos conseguiu escapar, revelou aos militares que havia outros reféns, inclusive Betancourt, no acampamento da guerrilha.
A partir destas informações foi lançada a operação de comando, seguindo 'escrupulosamente' as indicações do ex-refém. Quando os militares encontraram Pinchao, sabiam que ele tinha fugido e estava perdido na selva, porque interceptaram comunicações por rádio entre as Farc, relata a emissora.
A fuga de Pinchao foi mantida em segredo durante várias horas, 'o tempo para organizar a operação de comando', com helicópteros da zona sudeste. Em duas conversas telefônicas com Uribe, a última na sexta-feira passada, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, expressou a rejeição da França à opção militar como via para tentar libertar os reféns em poder da guerrilha, confirmou hoje a porta-voz adjunta do Ministério do Exterior.