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Embaixador venezuelano minimza declaração do Parlamento Europeu

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Agência EFE

BRUXELAS - O embaixador venezuelano na União Européia, Alejandro Fleming, negou que o Parlamento Europeu tenha condenado a polêmica decisão de seu Governo de não renovar a concessão de canal da 'Radio Caracas Televisión' ("RCTV").

Em comunicado, Fleming disse que 'a resolução exclusivamente direitista, aprovada por apenas 5% dos eurodeputados, não condenou a Venezuela'.

A resolução promovida pelo Partido Popular Europeu (PPE) foi aprovada no dia 24 de maio, em Estrasburgo, por 43 dos 784 deputados do Parlamento Europeu.

O debate aconteceu no fim da sessão plenária, quando a maioria de parlamentares, como de costume, já tinha abandonado suas cadeiras.

- O texto da direita, aprovado com uma imensa deserção, é claramente de ingerência, mas em nenhuma de suas partes condena a Venezuela por sua decisão soberana de não renovar a concessão da 'RCTV', disse Fleming.

O texto critica as autoridades venezuelanas por sua 'nula disposição ao diálogo' e afirma que o fim das transmissões da emissora crítica ao presidente Hugo Chávez deteriora o pluralismo informativo no país.

No entanto, segundo o embaixador 'em nenhum momento se fala de condenação nem de fechamento de um canal, nem se pede ao Governo que reveja a sua decisão, porque no fundo o Parlamento entende que ela seguiu a lei e a ordem constitucional'.

O texto reivindica que o Governo venezuelano garanta 'um tratamento jurídico igual para todos os meios de comunicação, independente de toda consideração política ou ideológica'.

Além disso, afirma que a decisão 'priva grande parte do público de uma informação pluralista e é contrária ao direito da imprensa de desempenhar sua função'.

Segundo o Fleming, 'na Venezuela a liberdade de expressão é plena' e por isso 'muitos abusam dela e distorcem a informação para desprestigiar, sem fundamento algum, o presidente Hugo Chávez'.