Agência EFE
PEQUIM - As autoridades chinesas, preocupadas com os poucos votos que a Grande Muralha está recebendo para o concurso das novas sete maravilhas do mundo, lançaram uma campanha para promover a iniciativa e impedir que seu monumento mais conhecido não fique entre os vencedores.
A edição desta terça-feira do jornal 'Xin Beijing' mostra que integrantes da Academia da Grande Muralha estão pedindo mais votos para sua maravilha, que estava em quarto lugar em abril e agora não consta na lista dos sete mais votados no concurso 'New 7 Wonders', promovido pelo cineasta suíço Bernard Weber.
Em 7 de julho (07-07-07), a organização do concurso fará uma grande celebração em Lisboa e divulgará os novos sete monumentos escolhidos por pessoas de todo o mundo pela internet e por mensagens de texto de celular (SMS).
- A data final está se aproximando, e nossa Grande Muralha está fora dos sete primeiros colocados, disse o vice-secretário da Academia de Grande Muralha da China, Dong Yao Hui.
Para estimular o voto, a Academia distribuirá 100 mil cartões de votação, nas quais explica como votar, usando o SMS e a internet. Além disso, serão enviadas mensagens em massa para telefones celulares, com o objetivo de promover a iniciativa de Weber.
- Não sabemos quantos votos exatos a Grande Muralha possui, mas a fundação nos comunica de tempos em tempos os resultados e só publicará o número oficial no último momento. Por enquanto só nos informaram que já perdemos o sétimo lugar, explicou.
Segundo Dong, a fundação dedicará grande parte de seus fundos para proteger e restaurar os sete monumentos escolhidos.
O vice-secretário admitiu a falta de publicidade do concurso na China e afirmou que a maioria dos eleitores da Grande Muralha é formada por estrangeiros, apesar dos 144 milhões de internautas e mais de 460 milhões de usuários de telefone celular no país.
- No exterior muitas pessoas conhecem o concurso e votam nos monumentos, mas na China ainda há muitas pessoas que não o conhecem ou não sabem como votar, acrescentou.