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Centro-direita reconquista o norte nas eleições regionais da Itália

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Agência EFE

ROMA - A coalizão de centro-direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi reconquistou o norte da Itália ao tirar cinco cidades da centro-esquerda nas eleições municipais e regionais parciais italianas.

Os membros da coalizão governamental da centro-esquerda, a União, admitem uma perda de confiança na região norte, mas descartam a idéia de um avanço dos conservadores.

Segundo a centro-esquerda, a 'arrancada' de que falava a centro-direita não aconteceu, já que a coalizão conservadora perdeu a cidade de L'Aquila, na região central de Abruzzos, a localidade de Agrigento, na Sicília, e a de Taranto, na região da Apúlia (sul).

Nas eleições municipais e regionais parciais realizadas em 27 e 28 de maio, foram convocados às urnas dez milhões de cidadãos para renovar sete províncias e 856 municípios.

Segundo os resultados definitivos divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Interior, a centro-direita tomou da coalizão União os municípios de Verona, Monza, Asti, Alessandria e Gorizia, no norte do país.

A vitória mais comemorada pelos aliados de Berlusconi é a da cidade de Verona, com o candidato da Liga Norte, Flavio Tosi, que conseguiu 60,7% dos votos, contra os 33,9% de Paolo Zanotto.

Em Monza, um importante centro industrial da região da Lombardia, no norte, o candidato de centro-direita Marco Mariani obteve 53,5% dos votos, contra 41,6% do prefeito em fim de mandato Michele Faglia.

A centro-esquerda manteve a cidade de Gênova, na região da Ligúria (noroeste), a mais povoada entre as disputadas no pleito. Marta Vincenzi obteve 51,3% dos votos, contra o candidato de centro-direita Enrico Musso, com 45,9%.

Será necessário o segundo turno - a ser realizado dentro de 15 dias - em sete capitais de província: Lucca, Matera, Oristano, Parma, Piacenza, Pistoia e Taranto.

O coordenador do partido de Berlusconi, o Forza Itália, Sandro Bondi, falou de uma clara vitória da centro-direita e afirmou que, "na soma dos votos, conseguiu 10% a mais que a centro-esquerda'.

Piero Fassino, secretário do Democráticos de Esquerda (DS, sigla em italiano), o maior partido da coalizão governamental, admitiu que o resultado das eleições é 'um sinal de alerta para a União'.

Para o líder do DS, foi dado 'um voto crítico no norte', onde a centro-esquerda 'não conseguiu dar soluções para os problemas das pequenas e médias empresas e dos trabalhadores autônomos'.

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, disse nesta terça-feira que, embora 'esperado', não está satisfeito com o resultado das eleições, principalmente nas regiões do norte do país.

- Claramente não estou satisfeito. No norte do país há um mal-estar evidente, mas o resultado das urnas era esperado, pois, quando se governa com seriedade, a princípio os cidadãos não estão contentes, porque é preciso regular muitas coisas que antes não funcionavam - disse Prodi.

Após ressaltar que o programa de Governo é de cinco anos e que um primeiro-ministro 'sério' não pode esperar resultados em doze meses, Prodi se mostrou convencido de que os 'sacrifícios' feitos darão frutos.

O primeiro-ministro, que participou da assembléia de agricultores de Confagricoltora, reiterou que seu objetivo principal é reequilibrar as contas públicas e que 'a popularidade efêmera' não o interessa.

Sobre a perda de votos no norte de país, Prodi reconheceu que se trata de um desafio, mas disse estar tranqüilo graças aos projetos que tem para a região.