Agência EFE
SÓFIA - As enfermeiras búlgaras e o médico palestino condenados à morte na Líbia, por, supostamente, terem transmitido Aids a várias crianças, foram absolvidos no último domingo da acusação de difamação apresentada por oficiais líbios, informou a "Rádio Nacional' búlgara.
O tribunal de Trípoli ditou as sentenças neste domingo, em primeira instância, ao considerar infundado o processo iniciado por seis oficiais líbios. Eles tinham acusado de difamação as cinco enfermeiras e o médico, porque esses asseguraram que tinham sido torturados para confessar a culpa.
Os oficiais reivindicavam indenizações de cerca de US$ 23 milhões, informou hoje a 'Rádio Nacional'.
Quando as sentenças foram divulgadas, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores búlgaro, Dimitar Tsanchev, expressou sua satisfação.
Ao mesmo tempo, destacou a importância de que 'todas as partes interessadas centrem seus esforços na busca de uma saída propícia e na solução de dois problemas principais: a tragédia humanitária de 400 crianças líbias contagiadas com o vírus da aids e o destino dos funcionários da Saúde búlgaros'.
Na opinião do porta-voz, a solução de ambos os problemas permitirá 'pôr fim a esse caso, que dura tantos anos'.
Em um julgamento anterior, as cinco búlgaras e o palestino tinham sido condenados à morte por contagiarem com o vírus da aids essas crianças líbias, em um hospital da cidade de Benghazi. Atualmente, com o apoio do Governo de Sófia, os acusados estão apelando da sentença.
A pena capital está fundamentada em confissões de culpa dos funcionários. Eles asseguram, porém, que essas foram conseguidas através de torturas, aplicadas por oficiais líbios.
As búlgaras e o palestino estão presos na Líbia, sem julgamento definitivo, há mais de oito anos.