Agência EFE
BERLIM - A manifestação contra a reunião de ministros do Exterior da União Européia (UE) e da Ásia, realizada na cidade alemã de Hamburgo, foi interrompida nesta segunda-feira devido à presença maciça de policiais nas ruas da cidade alemã.
O protesto seria uma prévia das ações que devem ser realizadas na cúpula do G8 (Rússia e os sete países mais ricos do mundo: Itália, Reino Unido, Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá e Japão), na próxima semana, no balneário de Heiligendamm. Havia cerca de quatro mil manifestantes, entre elas, sendo um quarto de outros países da Europa.
No começo da manifestação, houve incidentes isolados entre a Polícia e alguns grupos violentos, e algumas pessoas foram presas. No entanto, segundo a Polícia, a maioria dos ativistas protestou pacificamente.
Alguns se enrolaram em faixas que diziam 'Crítica=Terror', em alusão às operações policiais preventivas efetuadas há mais de uma semana em Berlim e Hamburgo contra membros de organizações antiglobalização.
A ação policial foi considerada 'desmedida', não só pelos ativistas, mas por inúmeros políticos, que viram nela uma tentativa de tratar os críticos da globalização como terroristas.
O protesto desta segunda se estendeu - após inúmeras interrupções por parte dos agentes policiais - até uma praça próxima ao centro, onde os organizadores anunciaram o fim da manifestação devido à grande quantidade de policiais.
A Polícia cortou o acesso a todas as ruas que levam à parte antiga da cidade, e ordenou aos manifestantes que abandonassem a praça.
A maioria dos manifestantes acatou a ordem, mas muitos trabalhadores autônomos permaneceram na praça até a Polícia intervir, lançando jatos de água.
Um grupo desses trabalhadores se dirigiu ao Schanzenviertel, o bairro no qual costuma atuar o 'núcleo duro' do movimento antiglobalização, e onde foram erguidas as primeiras barricadas.
Desde os anos 1980, quando muitos sem-teto conseguiram casas desocupadas na área, Hamburgo é, junto a Berlim, a cidade com o maior movimento de ativistas radicais.
No chamado 'Encontro Ásia Europa' (Asia Europe Meeting, Asem), que termina amanhã, os ministros dos 27 países-membros da UE e de 16 governos asiáticos discutirão sobre o aquecimento global, os conflitos no Afeganistão, no Iraque e no Oriente Médio e sobre o programa nuclear do Irã.
Após a reunião de Hamburgo, alguns grupos de ativistas já anunciaram que continuarão rumo a Rostock, onde, no fim de semana, serão realizadas as primeiras manifestações contra a cúpula do G8. Depois, o grupo deve seguir para Heiligendamm, no Mar Báltico.