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Prisioneiro de Guantánamo pede libertação de jornalista da 'BBC'

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Agência EFE

WASHINGTON - Sami al-Hajj, que está detido na base americana de Guantánamo há cinco anos, pediu nesta segunda-feira em carta aberta divulgada por seus advogados a libertação 'o mais rápido possível' do jornalista da 'BBC' Alan Johnston, seqüestrado em Gaza.

No dia 9 de maio, o grupo palestino 'Exército do Islã' informou através do portal da internet da Al Qaeda que tinha Johnston em seu poder, e se propunha a trocá-lo pelo xeque Abu Qatada, um religioso que está detido no Reino Unido à espera de ser deportado para a Jordânia.

O sudanês Sami al-Hajj, era cinegrafista da rede de televisão 'Al Jazira' que foi detido no Paquistão no dia 15 de dezembro de 2001.

Em sua carta aberta aos seqüestradores, diz que os muçulmanos não devem ser responsabilizados nunca pelas detenções ilegais como a que ele viveu nas mãos dos Estados Unidos.

Hajj, retido na base como 'combatente inimigo', afirma que o que os EUA estão fazendo com ele 'é muito, muito mal' mas, na sua opinião, isso não quer dizer que de maneira parecida os muçulmanos devam seqüestrar um jornalista britânico, e fazer ele e sua família passar por um trauma similar ao dele.

Solicita que como 'amigos de fé' seus seqüestradores considerem libertar Johnston 'o mais rápido possível e incondicionalmente'.

As autoridades americanas suspeitam que Hajj tem vínculos com grupos militantes islamitas e que gravou vídeos para o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.