Agência EFE
SANTIAGO - Os 6,2 milhões de habitantes de Santiago do Chile estão novamente sob 'alerta ambiental', decretado pelas autoridades devido aos altos índices de poluição atmosférica, agravada este ano por uma crise no fornecimento de gás argentino. O estado de alerta ambiental, o mais suave dos previstos em uma escala que inclui a pré-emergência e a emergência, é adotado pela Prefeitura de Santiago quando os índices de partículas nocivas chegam a 200 microgramas por metros cúbicos de ar.
De acordo com a gradação utilizada pelas autoridades, com menos de 100 microgramas o ar é considerado bom; entre 100 e 200, regular, e com mais de 200, ruim.
O alerta ambiental significa a restrição da circulação de veículos, bem como a proibição de queimadas agrícolas e do uso de aquecimento a lenha nas casas.
Santiago enfrenta desde a semana passada uma onda de frio polar que, segundo as autoridades meteorológicas, continuará até a sexta-feira. A capital chilena, localizada em um vale cercado pelas cordilheiras dos Andes e da Costa, tem pouca circulação de ar, especialmente nesta época do ano. Isso gera uma nuvem de poluição, em forma de cogumelo, que pode ser observada do terraço de qualquer edifício.
Devido ao crítico panorama, no dia 26 de abril as autoridades decretaram o primeiro alerta ambiental, com o objetivo de atenuar os riscos para as pessoas, principalmente crianças e idosos.
Depois de a medida ser aplicada várias vezes, no dia 12 de maio foi determinada a primeira pré-emergência ambiental de 2007.
Com aquela medida, cerca de 200 mil santiaguinos tiveram que deixar o carro em casa. Além disso, mais de 500 indústrias foram obrigadas a paralisar suas atividades por 24 horas, as aulas de educação física nos colégios foram proibidas, assim como o uso de chaminés em casa.