Agência EFE
BAGDÁ - Com as 42 mortes registradas nesta segunda-feira, o número de pessoas, entre civis e militares, que morreram de forma violenta no Iraque desde o começo do ano sobe para pelo menos 7.263, segundo uma apuração com base nas informações divulgadas pela agência Efe.
Em janeiro morreram pelo menos 1.596 pessoas; em fevereiro, 1.308; em março, 1.546; em abril, 1.435; e até agora em maio morreram 1.378.
Não havendo números oficiais, os cálculos sobre a quantidade de vítimas mantêm grandes diferenças de acordo com a fonte encarregada pela contabilidade. Assim, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados no Iraque calcula que uma centena de pessoas morrem diariamente em média no Iraque por causa da violência. Já o grupo independente Body Count, dirigido por pesquisadores e pacifistas, calculava em mais de 6.200 o número de mortos desde o começo do ano até o dia 4 de abril.
Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde, sete de cada dez feridos pela violência morrem nos hospitais.
Desde o começo do conflito em março de 2003, mais de 150 mil pessoas morreram no Iraque, segundo revelou o ministro da Saúde iraquiano em novembro de 2006.
O Body Count situa o número de vítimas mortais em mais de 63.000, embora um estudo da revista científica britânica 'The Lancet', publicado em outubro de 2006, elevava o número a 600 mil.
O dia mais negro de 2007 foi 18 de abril, quando mais de 160 pessoas morreram em Bagdá na explosão de cinco carros-bombas.
Embora não ofereça um balanço completo das vítimas do conflito, a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque informou que em 2006 morreram no Iraque 34.452 civis. O Governo iraquiano reduziu este número a 12.371.