ASSINE
search button

Hamas volta a disparar foguetes; Israel avalia ação mais dura

Compartilhar

REUTERS

GAZA - O Hamas continuou lançando foguetes contra o território israelense na segunda-feira, desafiando o apelo do presidente palestino, Mahmoud Abbas, por um cessar-fogo e as ameaças israelenses de aumentar a intensidade da ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Além disso, no primeiro episódio de violência interna entre facções palestinas desde o cessar-fogo de 19 de maio, combatentes do Hamas e guardas leais à facção Fatah, de Abbas, entraram em choque, embora não haja registro de vítimas.

Pelo menos sete foguetes atingiram a cidade de Sderot no sul de Israel, mas ninguém ficou ferido, disseram as Forças Armadas israelenses. Dois israelenses morreram desde o início dos ataques, há duas semanas.

Israel está revidando com ataques aéreos numa ofensiva que já matou mais de 40 palestinos em Gaza, a maioria militantes. Mas a ação não está sendo suficiente para impedir a chuva de foguetes, e o governo israelense já fala em medidas mais duras.

"Acho que as medidas são eficazes mas não são suficientes, e temos um grande arsenal de novas providências que espero que possamos tomar", disse à Reuters o ministro da Segurança Interna de Israel, Avi Dichter, numa visita a Sderot. Ele não entrou em detalhes.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse no domingo que o Hamas será combatido "sem limitações". Mas Olmert vem resistindo às pressões direitistas por uma grande operação nos redutos do Hamas na Faixa de Gaza.

Na Cisjordânia, soldados israelenses detiveram na cidade de Ramallah um informante militante das Brigadas dos Mártires al-Aqsa, um braço do Fatah, disse um porta-voz.

Enquanto isso, o premiê palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, não participou da reunião semanal do gabinete em Gaza, por "motivos de segurança". Ele teme sofrer ataques por parte de Israel.

O presidente Abbas está tentando fazer com que o Hamas e seus braços armados contenham os ataques, mas o Hamas exige que Israel concorde com uma trégua ampla em todos os territórios ocupados.

As dificuldades de Abbas são um reflexo dos problemas que ele enfrenta para sustentar o governo de coalizão com o Hamas, grupo rejeitado pelo Ocidente pela falta de disposição em abandonar a violência.