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Fatah, Hamas e Jihad Islâmica assumem lançamento de foguetes em Israel

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Agência EFE

JERUSALÉM - Os braços armados do Hamas, do Fatah e da Jihad Islâmica assumiram a autoria do lançamento de vários foguetes artesanais nesta segunda-feira contra o sul de Israel, no qual um israelense ficou ferido.

- Não há segurança para a ocupação israelense em terra palestina, afirmaram em comunicado as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e as Brigadas de Al Quds.

A milícia do Hamas - as Brigadas de Ezzedeen al-Qassam - tinha assumido antes o lançamento de quatro foguetes Qassam contra Sderot e outras duas localidades israelenses.

Segundo o Exército israelense, nesta segunda-feira caíram dez projéteis no deserto israelense do Neguev.

Em Sderot, caíram três Qassam enquanto o líder do partido e ministro da Defesa, Amir Peretz, candidato à reeleição, votava nas eleições primárias trabalhistas.

Peretz pediu que os habitantes de Sderot provem que 'o Hamas não os assusta' e fossem às urnas apesar da queda destes projéteis de fabricação caseira, que mataram duas pessoas nos últimos sete dias.

Esta manhã, só foram às aulas cerca de 800 dos 5.000 estudantes da cidade.

Um dos foguetes em Sderot caiu em um espaço aberto, outro em um cemitério e um terceiro perto de um estábulo. Os outros caíram em zonas desabitadas do oeste do deserto do Neguev.

Segundo o Exército israelense, nos últimos quinze dias, as milícias palestinas lançaram cerca de 250 foguetes em resposta às ações militares israelenses, que deixaram no mesmo período aproximadamente 50 mortos palestinos.

Dois membros da Força Executiva do Hamas ficaram feridos nesta madrugada por um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza.

Desde o início da segunda Intifada, em 2000, caíram no sul de Israel 3.000 destes projéteis, capazes de ultrapassar as defesas de concreto colocadas em edifícios e casas de Sderot.

Estas proteções ficaram obsoletas nos últimos dois anos, pois foram projetadas para resistir a até três ou quatro quilos de explosivos, mas não os seis quilos dos atuais Qassam, segundo fontes militares citadas nesta segunda-feira pela rádio pública israelense.