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Relatório recomenda Otan a manter ajuda ao Afeganistão

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Agência EFE

FUNCHAL - Um relatório apresentado neste domingo na Assembléia Parlamentar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que acontece em Funchal, capital da Ilha da Madeira (Portugal), sustenta a necessidade de se manter o apoio militar ao Afeganistão, para que continuem as melhoras econômicas e políticas conseguidas desde a queda do regime talibã, em 2001.

O deputado trabalhista britânico Frank Cook, que apresentou seu relatório 'Afeganistão: avaliação de progressos e desafios-chave para a Aliança', disse que para impulsionar a situação afegã é preciso também a implementação de Forças Armadas afegãs autênticas, passando dos atuais 32 mil efetivos para 70 mil.

Cook aproveitou seu discurso perante o Comitê de Defesa e Segurança da Assembléia da Otan para denunciar que, apesar das melhoras conseguidas em 2005, a produção e tráfico de ópio põe de novo em perigo a própria estabilidade do país.

O relatório Cook destaca que desde 2001 foram construídas centenas de escolas de ensino primário, o que elevou em 34% o número de meninas que vão para a escola em todo o país.

Além disso, a renda per capita dos afegãos foi dobrada e cerca de cinco milhões de refugiados retornaram ao país asiático.

O deputado trabalhista ressalta que as melhoras nas instituições do Afeganistão têm de chegar a sua população porque, caso contrário, corre-se o risco de 'perder a confiança em seu sistema político'.

Os 'senhores da guerra', segundo o estudo de Cook, perderam poder em relação a 2004, quando representavam uma séria ameaça à estabilidade do Governo afegão.

O documento lembra que atualmente está em andamento um programa que pretende desarmar mais de 120 mil insurgentes agrupados em 1.800 grupos que operam ao longo do país.

O deputado trabalhista apelou à coesão da Aliança sobre o Afeganistão para que as opiniões públicas de seus países continuem apoiando a presença de tropas na nação asiática.