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Governistas birmaneses invadem pagode e espancam oposicionistas

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Agência EFE

TAILNDIA - Partidários da Junta Militar birmanesa bateram num grupo de pessoas que rezava num pagode de Yangun, pedindo a libertação de Aung San Suu Kyi, líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, cuja prisão domiciliar foi prolongada pelo regime.

O site do jornal The Irrawaddy, com base na Tailândia, informa neste sábado que os incidentes aconteceram na última sexta-feira, no pagode Chauk Htat Gyi Paya, horas antes de os militares comunicarem a Suu Kyi que ela deverá permanecer mais um ano detida em seu domicílio.

Segundo o site, cerca de 30 militantes da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido de Suu Kyi, rezavam por sua libertação. No meio da oração, foram atacados por membros de um grupo paramilitar e de outro vinculado ao Governo. Os atacantes invadiram o local entoando palavras de ordem contra a líder opositora.

A fonte, citando testemunhas, diz que os simpatizantes de Suu Kyi foram retidos no pagode pelos agressores, que depois dispersaram o grupo.

As autoridades birmanesas aumentaram a segurança em Yangun, a antiga capital. Neste domingo, terminaria o prazo de quatro anos de detenção domiciliar de Suu Kyi. No entanto, a Junta Militar tomou a decisão de prolongar a detenção, apesar dos apelos da comunidade internacional.

O Bangkok Post, um dos jornais mais influentes da Tailândia, denuncia neste sábado a decisão como egoísta, injusta e ilógica. Um editorial pede à China, o maior investidor no país, que exerça sua influência sobre o Governo militar para conseguir a liberdade de Suu Kyi, que completará 62 anos dia 19 de junho.

Com Suu Kyi à frente, a LND venceu as eleições legislativas de 1990. Mas o resultado nunca foi reconhecido pelos generais, que governam o país desde 1962.