Agência EFE
WASHINGTON - Os Estados Unidos acusaram a Alemanha, que atualmente ocupa a presidência do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia), de ignorar as preocupações sérias e fundamentais do Governo americano, ao elaborar o comunicado final da cúpula do bloco.
Segundo o jornal Financial Times, que viu a carta do Governo, os negociadores americanos se queixam de que a última minuta do comunicado se apresenta como texto final. Porém, os Estados Unidos não deram seu sinal verde.
O documento tem data de 14 de maio, segundo o jornal, para o qual a irritação de Washington confirma que não haverá um acordo substancial sobre a mudança climática na próxima cúpula, apesar de meses de pressões políticas de Berlim.
- A maioria de nossos comentários à minuta anterior não foi levada em conta. Acrescentaram conteúdos problemáticos - criticam os EUA, acrescentando que a minuta ultrapassa vários limites inaceitáveis.
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, quer que os dirigentes do G8 fixem limites para as emissões de carbono. Mas o Governo de George W. Bush mantém a posição de que os problemas da mudança climática devem ser resolvidos com avanços tecnológicos.
A tensão nas relações entre Berlim e Washington pode dificultar a tarefa de Merkel, que pretende ainda buscar pontos de encontro em outros temas polêmicos, como as negociações multilaterais de comércio.