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Uribe propõe libertar políticos vinculados a paramilitares

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REUTERS

BOGOTÁ - Uma proposta do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para libertar políticos presos por vinculação a paramilitares de ultradireita, mas que não estejam envolvidos em delitos graves, provocou na quinta-feira uma forte polêmica no país, depois que a oposição o acusou de querer tirar seus amigos da cadeia.

A Colômbia vive uma grave crise política que já levou para a prisão de 13 parlamentares e dois governadores, a maioria aliados de Uribe, por suspeitas de terem apoiado paramilitares ou se beneficiado de acordos com eles.

- Importa mais a verdade que cumprir a pena, afirmou o presidente.

- Propus para a discussão nacional premiar a verdade com a libertação. Uribe acrescentou que o benefício poderia atingir também pessoas vinculadas com as guerrilhas.

O Congresso aprovou uma lei que estabelece pena de cinco a oito anos de prisão para os chefes e integrantes desses esquadrões, acusados de delitos como assassinatos, massacres, seqüestros e torturas.

Aparentemente, os políticos não estão implicados em delitos graves e, por isso, caso a lei seja aprovada no Congresso, poderão ser soltos se confessarem a verdade.

- A libertação não implica a remoção da responsabilidade penal, a condenação sim, daí se entende que possa haver libertação, mas não anistia nem indulto, daí se entende que possa haver libertação e morte política, afirmou Uribe, explicando que a confissão de eventuais ligações com paramilitares levaria à cassação do direito de ocupar cargos públicos.

Mas o senador de esquerda Gustavo Petro, do Pólo Democrático Alternativo, principal crítico e opositor de Uribe, disse que o presidente tenta 'libertar seu amigos políticos que estão na cadeia.'

O Partido Liberal, da oposição, também questionou a iniciativa.

O governo e os paramilitares iniciaram em meados de 2003 uma questionada negociação de paz que permitiu que mais de 31 mil combatentes entregassem suas armas.