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Termina campanha das eleições locais, prévia das gerais na Espanha

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Agência EFE

MADRI - Os líderes políticos espanhóis encerram nesta sexta-feira suas campanhas para as eleições locais de domingo, consideradas a prévia para o pleito geral de 2008, e que refletiu o confronto entre os dois principais partidos sobre terrorismo e a configuração do Estado.

O presidente do Governo e líder socialista, José Luis Rodríguez Zapatero, encerrará a campanha hoje à noite com um comício na localidade de Fuenlabrada, em Madri, tradicional reduto do partido.

No palanque, Zapatero apoiará os candidatos socialistas à Prefeitura de Madri, Miguel Sebastián, e ao Governo regional, Rafael Simancas, de forma a tentar reverter as enquetes que indicam que seus rivais diretos, do conservador Partido Popular (PP), serão reeleitos.

Os candidatos do PP em Madri, o atual dirigente, Alberto Ruiz-Gallardón, e a presidente regional Esperanza Aguirre, encerram a campanha no Pavilhão de Esportes da capital apoiados pelo líder do partido, Mariano Rajoy.

Os dois principais líderes políticos espanhóis não mediram esforços e envolvimento pessoal na campanha destas eleições, que ocorrem a menos de um ano do pleito geral.

A forma de pôr fim ao terrorismo da organização basca ETA é o principal ponto de conflito entre socialistas e conservadores, que divergem ainda sobre a consistência do Estado, que os segundos consideram em risco com a atual política de Zapatero.

A campanha do PP concentrou-se praticamente nestes dois aspectos para chegar à conclusão, expressada por Ruiz-Gallardón, de que 'a Espanha precisa urgentemente substituir o presidente do Governo'.

Os conservadores acusam o dirigente socialista de negociar às escondidas com a ETA e de não ter feito todo o possível para impedir que o Batasuna, o ilegal braço político da organização, possa voltar às Prefeituras desta região usando o partido Ação Nacionalista Basca (ANV), que até agora não tinha nenhuma relevância política.

A campanha no País Basco vive suas últimas horas sob um forte clima de tensão com o assédio da esquerda radical independentista aos candidatos socialistas, do PP e do Partido Nacionalista Basco, que governa a região.

O conflito mais grave ocorreu na quinta-feira, quando uma bomba caseira, que não chegou a explodir, foi descoberta debaixo do carro do candidato socialista Joseba Elola.

O Governo reprova a oposição conservadora que focou toda sua campanha eleitoral no terrorismo da ETA, evitando outros assuntos como a situação social e econômica do país.

Para Zapatero, o PP tenta apelar para a abstenção para vencer, por isso pediu uma participação em massa que permita 'vencer, avançar e progredir'.

No domingo, os espanhóis elegerão seus representantes nos 8.111 municípios do país e também os presidentes de 13 das 17 Comunidades Autônomas. Andaluzia, Galícia, País Basco e Catalunha têm calendário próprio.

Os imigrantes com nacionalidade espanhola ou os que sejam cidadãos dos países da União Européia (UE) poderão votar nas eleições municipais.